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SALVOS PELA GRAÇA,

JUSTIFICADOS PELA FÉ,

JULGADOS PELAS OBRAS.

   

Salvos pela Graça. Efésios 2:8

Há muito quem pregue a palavra, mas poucos que a preguem e ensinem.

Há algum tempo atrás li uma frase que dizia o seguinte: “Salvos pela Graça,

Justificados pela fé, Julgados pelas obras”

Esta frase deu-me a ideia desta mensagem, e gostaria de vos falar um pouco

sobre este assunto.

O tema salvação é central na palavra de Deus porque é essa a maior e principal necessidade do ser humano, e a palavra de Deus é dirigida ao Homem.

 Salvação significa livramento. Morrer estando perdido é a maior tragédia que pode acontecer ao ser humano, porque isso significa passar a eternidade longe de Deus e em sofrimento.

Deus quando criou o homem tinha como propósito ter comunhão com ele para sempre, mas o homem fez uma escolha errada e tornou esse desejo de Deus impossível.

Apesar de tudo, Deus não deixou de ter esse desejo e por isso proporcionou ao homem uma forma de escapar às consequências da sua rebeldia e desobediência.

 

Essa forma como nos diz João 3:16, foi de Deus enviar e entregar a este mundo o que de melhor tinha – Seu Filho Unigénito.

Ele veio para dar a Sua vida em lugar de cada um de nós, para que pudéssemos ser salvos por meio da fé no que Ele fez.

A isto a palavra de Deus chama de Graça, ou favor imerecido.

A Graça de Deus é algo incompreensível. Entender que um Deus Santo Justo e Puro possa condescender em perdoar as ofensas do pecador, na base de simplesmente crer na suficiência da obra do Senhor Jesus na cruz, é algo que excede todo o nosso entendimento.

Graça é diferente de misericórdia, embora as duas coisas se confundam.

Misericórdia é Deus não nos castigar como era merecido. Graça é Deus dando-nos o que não merecemos.

Será como p. ex. Alguém bate no meu carro causando um grande prejuízo. Essa pessoa não tem como pagar. Então eu decido deixar pra lá e digo à pessoa que ficamos assim: ele fica com o seu prejuízo e eu com o meu. Isto é ter misericórdia.

A mesma situação, em vez disso eu digo à pessoa que fico com o meu prejuízo, mas além disso, como o carro dessa pessoa era muito velho e ia para a sucata, eu compro um carro novo zero Km. e ofereço à pessoa. Isso é Graça e foi isso que Deus fez connosco.

Em Lamentações 3:22,23 diz: “As misericórdias do Senhor são a razão de não sermos consumidos…”

Sempre que nós pecamos merecíamos ser castigados, mas por causa da misericórdia de Deus, Ele não faz isso. Porém, a Graça de Deus vai mais além, e mais que não nos castigar, nos salva dando-nos uma salvação eterna.

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Há um pormenor que gostaria de frisar. Alguns mesmo estando salvos tem uma ideia errada de como foram salvos.

Explico: Acham que embora tendo sido salvos pela Graça, tiveram o mérito de se terem arrependido e depositado a sua fé em Jesus.

É errado pensar deste modo. A salvação é um acto totalmente de Deus. Mesmo a fé e o arrependimento é operado em nós pelo Espirito Santo de Deus.

Se assim não fosse, haveria algum mérito da nossa parte, mesmo que ainda pequeno significaria que tivemos parte activa na nossa salvação, e o que diz em Ef. 2:8 estaria errado, pois teríamos de que nos gloriar.

Muitos confundem o conceito de salvação por meio de obras, pensando que existe ligação entre uma coisa e outra, mas as Escrituras mostram claramente que salvação é independente das obras.

 

Nunca esqueçamos esta regra que é Bíblica. Salvação é uma dádiva, nunca uma recompensa.

Ninguém merece ser salvo, mas é Deus que na Sua imensurável Graça nos salva.

 

Justificação

Falemos algo sobre justificação.

Romanos 3:21-24 / 5:1

Salvação é um termo genérico que define um só acto, mas que abrange várias coisas.

A palavra de Deus nos apresenta a salvação através de várias palavras aparentemente sinónimas, mas que no fundo descrevem um dos aspectos da salvação, que em conjunto fazem parte do mesmo acto.

p. exemplo. Redenção, regeneração, santificação, e justificação, além de outras.

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Ser justificado significa ser declarado justo. Isto é o que acontece no momento da nossa salvação. Deus nos declara justos. Sem essa declaração ninguém será salvo.

Qual a base da nossa justificação?

Em Actos 13:39 diz que “…pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados,…”

Por outro lado, em 2. Cor. 5:21 diz que “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.”

A nossa justificação só é possível por meio do Senhor Jesus, por causa do que Ele fez por nós na cruz do calvário. Como diz o verso: Deus o fez pecado por nós; “para que fossemos feitos justiça de Deus.”


A justiça não vem de nós, mas de Cristo. É por causa de Cristo que Deus nos declara justos.

No momento que reconhecemos o nosso pecado e declaramos que precisamos de ser salvos e cremos que só Jesus nos pode salvar, e há arrependimento e pedimos perdão para o nosso pecado, a partir desse momento Deus olha para nós por meio de Seu Filho, e é por isso que nos declara justos e nos vê justos.

Falar de justificação é falar de perdão. O perdão de Deus é um acto da Sua misericórdia que se repete por toda a nossa vida, pois apesar de justificados, na prática continuamos sendo pecadores que ainda pecam.

A justificação é completa e feita uma vez só, abrangendo passado, presente e futuro.

O perdão se renova todos os dias, mas por causa de já estarmos justificados.

Em João 13:10 quando Jesus lavava os pés aos discípulos e após uma primeira recusa, Pedro pede para que Jesus não lhe lave apenas os pés, mas as mãos e cabeça.

O Senhor então respondeu: “aquele que está lavado não necessita lavar senão os pés…”

Com isto o Senhor Jesus estava dizendo a Pedro nada mais, nada menos, que quem já foi justificado, apenas precisa perdão.

O pecado na vida do crente é algo estranho, por isso, se não for evitado e tratado trará más consequências, a pior delas é o de impedir a nossa comunhão com Deus.

Por isso é que somos ensinados a não pecar, mas se acontecer devemos de imediato confessar nossos pecados para que assim os nossos pés sejam “lavados”, e não exista impedimento na nossa comunhão com Deus.

Resumindo: Só pode ser perdoado quem já está justificado.

Se Deus apenas nos perdoasse seria um acto incompleto, pois continuávamos em inimizade com Deus.

Só a justificação traz remoção da culpa que nos possibilita ter paz com Deus, como diz Rm. 5:1

 

Perdão e justificação - Diferenças

Ex. imaginemos alguém que tem uma divida de 1 milhão de euros ao banco, que jamais poderá pagar. O dono do banco resolve depositar na conta desse devedor 1 milhão de euros, ficando a divida paga. Isso é perdão.

O Senhor Jesus na cruz fez algo superior a isto. Não só pagou a nossa dívida, mas ainda fez um depósito ilimitado na nossa conta. Esse depósito é a Sua própria justiça.

A justificação é por isso o valor maior que se pode receber de Deus, porque ela é a garantia da nossa segurança eterna. A justificação é um tesouro inesgotável.

Aquele que foi justificado está seguro eternamente nas mãos de Jesus. Das Sua mãos ninguém o arrebatará.

JULGADOS PELAS OBRAS.

Para alguns isto de ser julgado pelas obras pode parecer estranho, pois se não se é salvo pelas obras, como se pode ser julgado pelas obras?

O Senhor Jesus disse que aquele que crê nEle não entra em juízo. Também disse que aquele que não crê nEle já está condenado.

O NT diz que tanto salvos como perdidos depois da morte irão ser julgados segundo as suas obras.

Quando a pessoa parte deste mundo já tem seu destino eterno definido, mas o seu estado para melhor ou pior depende das suas obras, e é isso que vai a julgamento quando chegar o momento.

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Todos sabem o que irá acontecer com os perdidos. Gostaria de falar sobre o que respeita ao julgamento dos salvos.

Aquele que está salvo, quanto a essa situação é inalterável. Porém, como ensina a palavra de Deus, o trabalho e fidelidade do salvo irá ser recompensado diversamente e individualmente.

O Senhor Jesus falou disso várias vezes. (Mt. 5:12/10:41)

O apóstolo Paulo chama a esse acontecimento de Tribunal de Cristo.

Em 2. Cor. 5:10 diz-nos: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.

Em 1. Cor. 3:8-14, fala com algum detalhe sobre como as coisas serão, e explica que tudo que fizermos durante a nossa vida vai passar por uma avaliação final, da qual resultará o tipo de recompensa de acordo com nossas obras.

Há quem pense que esses galardões terão efeito também em relação ao Reino de Cristo de mil anos que terá lugar após a segunda vinda de Jesus à Terra.

Isso não fica muito claro, mas uma coisa sabemos; há galardões para quem fez ou realizou obras de valor, não na óptica dos homens, mas na óptica de Deus.

Nada do que fizermos escapa a Deus ou será esquecido por Ele. Ainda que os homens não tenham visto, Deus viu.

Sabemos também que é da vontade de Deus que pratiquemos o bem, em especial em prol da Sua obra.

Então, se neste mundo nos esforçamos por alcançar um melhor futuro e para sermos reconhecidos pelos homens, muito mais o devemos fazer em relação a Deus e à nossa eternidade.

Procuremos por isso fazer boas obras, não por interesse egoísta, mas por sabermos que agrada a Deus sendo motivo de honra para Ele.

O galardão é algo que vem por acréscimo. O que fizermos que seja porque amamos e estamos reconhecidos a Deus e não pelo prémio.

Que tudo que façamos não seja apenas de aparência para impressionar as pessoas, mas com qualidade, como diz 1. Cor. 3:12-15. Comparado ao ouro e à prata… e não a madeira e palha.

A madeira, feno e palha podem ter alguma aparência mas apenas neste mundo, para a eternidade só o que for de boa qualidade.

 

Deu sabe tudo e conhece nosso coração e intenções e não pode ser enganado.

 

Por isso, procuremos a excelência para recebermos a excelência.

 

Que Deus nos ajude a compreender e fazer a Sua vontade. Amén.

 

 

Carlos A. Oliveira

Março, 2016
 
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