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JUNTO AO TANQUE PDF Imprimir e-mail

João 5:1-9
O Apóstolo João relata-nos aqui uma forte tradição existente entre os judeus naquela época.

Esta tradição consistia em que numa certa data (alguns pensam que seria pelo ano novo), um anjo agitava as águas de certos lugares e na hora em que isso se dava, qualquer doente que entrasse nessa água, sendo o primeiro, seria curado.

Nada diz que isto era mesmo assim. João fala disto apenas para relatar o motivo deste acontecimento e não para confirmar ou apoiar esta tradição.

Através desta tradição podemos ver uma figura da Lei que fora dada por Deus ao homem, mas o homem por incapacidade em cumprir essa Lei, apesar das suas tentativas, nunca conseguirá alcançar a sua cura (espiritual).

Isto significa que a Lei nada poderá fazer pelo homem a não ser condená-lo.

Por isso mesmo, foi necessário que Jesus viesse para cumprir a Lei, para assim livrar o homem da condenação que a Lei exigia.

A Lei ordena que o transgressor seja punido, mas tendo o Senhor Jesus recebido o castigo da Lei, livrou da punição a todos aqueles que aceitam ficar ao abrigo de Jesus, crendo que Ele foi feito pecado por cada um de nós, sendo assim, já não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus. (Rm 8:1)

Esta tradição levou os judeus a transformar certos lugares em grandes centros de peregrinação, como no caso deste tanque em Betesda, e como acontece em tantos lugares por este mundo afora, por razões semelhantes.

Uma coisa é certa, havia ao que parece um facto inexplicável em que se viam essas águas movimentarem-se.

Logo, em casos assim, os homens imediatamente fazem de um local em que aconteça algo inexplicável, um centro de peregrinação e superstição.

Ao menor sinal de algo menos comum, as pessoas são atraídas e ocorrem a esses lugares não só por curiosidade mas também, em busca de solução para os seus problemas, mesmo que uma vida inteira, como o homem desta passagem.

Este tipo de manifestações como sucedia em Betesda, nada tem a ver com Deus.

Deus nunca iria produzir um cenário terrível como este. Em que existia uma competição desigual entre estes enfermos e em que os mais fortes, rudes e egoístas estavam em vantagem e levariam sempre a melhor, alcançando os seus objectivos, que era a sua cura.

Isto seria ainda se patrocinado por Deus, uma cena de grande menosprezo pela dignidade da humanidade enferma.

Os mais doentes, os mais desfavorecidos e desprotegidos que não tivessem amigos e familiares que os ajudassem nesta situação, jamais teriam a possibilidade de serem curados, como acontecia com este homem, que ali colocava a sua esperança de cura há mais de 38 anos, sem qualquer resultado.
Imaginemos o cenário de Betesda. Alguém que grita: “a água mexe” Imediatamente a multidão corre loucamente, atropelam-se e pisam-se uns aos outros.

Uns gritam. Outros empurram-se. Outros ainda puxam para trás os que vão na sua frente… É grande a aflição de todos.

Em poucos minutos ou segundos, alguém já chegou primeiro. Todos os outros ficam em grande decepção e desespero. Desanimados e chorando porque a sua esperança foi frustrada mais uma vez. Terão de continuar doentes e sofrendo por mais um ano.

Acham que Deus tomaria parte em esquemas deste género, tipo roleta da sorte? De modo nenhum!

Como se explicam certas curas?

Certamente que tudo isto não surgiu do nada. As pessoas iam ali porque por certo alguém ali já foi curado, mas nada disso prova terem sido curadas por Deus.

Está confirmado e comprovado pela ciência, e foi Deus quem ao criar o nosso corpo humano, o criou com poderes inatos de cura.

O nosso corpo está capacitado com defesas para se defender das doenças como para as curar em muitos casos.

Por vezes, mesmo em casos graves, o nosso corpo doente movido pela esperança e pela fé pode alcançar a sua cura.

Tudo isto então, contribuía e criava maior angústia e desespero nos outros que não eram curados.

No meio de tudo isto, o Senhor Jesus fica muito consternado e conhecendo bem a situação dirige-se a este homem.

Na passagem que antecede esta, Jesus esteve falando com a mulher Samaritana, tendo-lhe revelado que Ele mesmo era a água da Vida.

Não era a água daquele tanque que poderia dar vida, mas sim a Pessoa do Senhor Jesus. Ele é a única fonte que tem a água que jorra para vida eterna.
Este povo conhecia bem a Lei e os Profetas do V.T. em que Deus os convidava a se voltarem para Ele e serem curados das suas enfermidades, mas eles desprezando todos estes convites e conselhos, voltavam-se antes para as suas tradições e  superstições.

Jesus então dirigindo-se a este homem faz-lhe uma pergunta: “Queres ser curado?” (v.6)

Este homem representa cada pessoa neste mundo com toda a sua incapacidade para se curar da sua doença espiritual, e que muitas vezes entre muito desespero procura essa mesma cura através das tradições e superstições deste mundo.

Jesus conhecia a situação de todos ali, como também a deste homem que possivelmente seria o que se encontrava em maior sofrimento e solidão acumulada por esperanças frustradas durante 38 anos.

Muitas vezes, Jesus permite que o homem atinja o limite para que ele depois esteja mais receptivo à sua pergunta.

Embora muitos não o reconheçam, a humanidade encontra-se espiritualmente em situação semelhante à deste homem.

Deitados e em sofrimento junto a um “tanque” mas não vendo solução à vista para o seu problema, ficando à espera da ajuda de algo ou de alguém.

É então que surge Jesus e pergunta: “Queres ser curado?”

Parece ser uma pergunta desnecessária, por ter uma resposta óbvia, mas Jesus tem sempre uma boa razão nas perguntas que faz ao homem.

Esta pergunta implicava que o homem poderia não ter vontade de ser curado. Competia a ele decidir.

Jesus não o iria curar contra a sua vontade. Por isso faz a pergunta: “Queres ser curado?”

Uma pergunta tão clara e directa, exige portanto uma resposta clara. Foi isso que aconteceu? Não!

Por incrível que nos pareça, neste mundo existe muita gente que apesar de que com todo empenho procurarem Deus e a salvação, quando lhes é feita a pergunta: “Queres ser salvo?” a grande maioria não responde sim.

Respondem como se costuma dizer NIM, que é nem sim nem não, o que para Deus representa NÃO.

Exemplo. Todos conhecem ou já ouviram falar de situações em que pessoas neste mundo vivem em condições de miséria extrema, como p. ex. os sem abrigo.  Outros devido a estarem dominados pelo álcool, drogas ou outros vícios.

Por vezes pessoas bondosas e caridosas procuram dar ajuda a tais pessoas, dando-lhes condições e possibilidade de deixarem esse seu estado, mas elas apesar de tudo preferem continuar nessa sua situação.

Em casos como estes a nossa bondade nada pode fazer se a pessoa não quer.

Vejamos a resposta dada por este homem à pergunta de Jesus. “Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que, ao ser agitada a água, me ponha no tanque; assim, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.” (v.7)

Esta resposta é típica e muito comum hoje em dia quando falamos a alguém na possibilidade que tem de serem salvos, bastando que para isso o desejem sinceramente. 

Muito respondem: “eu quero mas ninguém me ajuda”…

Regra geral a resposta gira em torno de terceiros, procurando dar uma resposta que os desresponsabilize.

Género;  foi isto que me ensinaram desde que nasci. Meus antepassados já assim faziam…

Para eles o empecilho sempre são os outros, quando afinal a pergunta foi feita a eles e devem ser eles a dar a resposta, empurram a responsabilidade para outros.

Em vez de responderem claramente à pergunta feita por Jesus, entram em auto-comiseração fazendo-se vítimas da sociedade e das circunstâncias para escaparem às suas responsabilidades.
A pergunta de Jesus foi pessoal e clara, apesar da resposta não o ter sido, Jesus então acrescenta: “Levanta-te, toma a tua cama e anda”. (v.8)

Jesus dá uma chance mais a este homem, fazendo-lhe uma prova final à sua fé.

Agora teria de agir. Obedecendo seria curado. Não obedecendo ficaria na mesma.

Não havia lugar para mais desculpas e escape.

A solução estava em obedecer ao que Jesus lhe dissera.

Jesus hoje diz a todos e a ti também. “Queres ser salvo?”

“Crê em Mim e serás salvo” Por outras palavras. Levanta-te, vem até Mim receber o perdão e a salvação que eu tenho para te dar.

O que teria acontecido àquele homem se não obedecesse à ordem de Jesus?

Continuaria enfermo. O mesmo sucederá contigo, se não te levantares e fores a Jesus para seres salvo.
Continuarás perdido e sem nenhuma esperança de algo melhor para o teu futuro.

Como lemos no resto desta passagem acerca deste homem, outros tentaram interferir para desvalorizar o facto de ele  estar curado.

Acontece o mesmo com os que são salvos. Isso não importa. Jesus é quem garante o seres salvo.

Este homem foi curado por Jesus sem sequer o ter conhecido antes, vindo a saber só depois quem o tinha curado. (v.12-14)

Para seres salvo não precisas conhecer tudo sobre Jesus.

Foi mais tarde num encontro no Templo que este homem ficou a saber que fora Jesus que o curara.

Isto fala-nos da necessidade em frequentarmos a igreja para adquirirmos mais conhecimento sobre Aquele que nos salvou.

Primeiramente precisas ser salvo.

Depois terás a oportunidade de conhecer mais e melhor sobre o teu Salvador, reunindo-te com outros que também já foram salvos para teres comunhão com Jesus e assim por meio desta comunhão constante ficarás a conhecer cada vez melhor quem realmente é este Jesus que por tanto te amar deu a Sua vida para te salvar.

Jesus continua a perguntar-te: Queres ser salvo?

Não fujas à Sua pergunta, respondendo com desculpas, pretextos ou dizendo-te incapaz, demasiado pecador, ou que não podes por causa dos outros ou por causa das circunstancias…

Betesda em Hebraico significa “Lugar de misericórdia”

Jesus tem misericórdia mais que suficiente para ultrapassar tudo aquilo que esteja a impedir-te de seres salvo.

Depende só de ti e da tua resposta.

Responde sim a Jesus, dizendo: Sim, eu quero ser salvo.

Tudo o resto deixa nas mãos dele que Ele resolverá ou ajudar-te-á a resolveres.

Que Deus te ajude na tua decisão. Amén

Junho 2005
Carlos A. Oliveira

 
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